O Business intelligence busca alinhar uma série de fatores de uma empresa para tornar a sua logística mais efetiva, em simultâneo em que há um corte de gastos.

Cada dia mais o mercado empresarial evolui, e junto a ele crescem também as suas ferramentas de compreensão, como o Business intelligence. Esse é um mecanismo ligado à análise dos dados das organizações e empresas, e contribui diretamente para a formação de estratégias sólidas de crescimento.

Desde a metade do século XX que essa compreensão das informações empresariais começou a tomar força. E com elas, as organizações começaram a utilizar os dados colhidos a seu favor, buscando ampliar seus conhecimentos sobre a movimentação do mercado.

A previsão das tendências futuras, por meio de padrões comuns observados e de indicações externas mudaram a forma como o setor se prepara para as novas conquistas.

Então, se você quer saber mais sobre o que é e como funciona o BI, basta continuar acompanhando o artigo que a Visão Confiável preparou.

Neste artigo, você lerá sobre:

  • Qual é o principal objetivo do Business Intelligence?
  • Qual o conceito de Business Intelligence?
  • Quais são os pilares do Business Intelligence?
  • Quais as funções mais comuns de Business Intelligence?

O que é business intelligence e para que serve?

O Business Intelligence, ou BI, é um termo bastante abrangente, e está relacionado com os processos de coleta, armazenamento e também de análise de dados dentro de uma empresa. O objetivo é criar uma base sólida para a tomada de decisões.

Dessa forma, o BI contribui diretamente para que as organizações possam analisar seus dados, e descobrir insights precisos para guiar suas estratégias. Essas informações surgem de todas as áreas da empresa, e são apresentadas de forma visual, facilitando a compreensão.

Assim, por meio da observação correta, é possível gerar mudanças seguras, eliminar pontos ineficientes e também se adaptar às possíveis mudanças dentro do mercado. 

No entanto, apesar de atualmente ser esse o entendimento que se tem sobre o BI, o termo já existe desde os anos 60. Nesse período inicial, tratava-se de algo mais relacionado com o compartilhamento de informações dentro das organizações. Ter acesso a dados precisos é indispensável na hora de montar as estratégias empresariais, e é justamente isso que o Business Intelligence oferece. Mas como exatamente funciona esse processo? Confira!

Business intelligence – Automação – Pixabay

Como o business intelligence funciona?

De uma forma simples, há apenas 4 etapas principais dentro do BI, transformando dados profundos em informações claras e precisas. Como são muitos pontos a se observar, são as ferramentas de automação que fazem essa análise funcionar.

Anteriormente, tudo era feito de forma manual, mas com o avanço da tecnologia, o business intelligence ganhou uma forma mais prática e rápida. Agora, a análise gera muito menos esforço e tempo para acontecer.

Coleta de dados

O primeiro passo do BI, obviamente, é a coleta de dados. Nesse caso, trata-se de um processo que utiliza bases variadas, com informações de diversas áreas da organização. Assim, é possível ter uma maior compreensão do todo.

Para isso, essas ferramentas costumam utilizar o chamado método ETL, que extrai, transforma e depois carrega os dados. O objetivo é agregar tanto os dados  estruturados quanto os não estruturados presentes em diversas fontes.

Após serem remodelados, eles são devidamente armazenados e os aplicativos conseguem acessar e analisar essas informações que agora estão disponíveis de forma conjunta.

Análise

Com todos os dados devidamente armazenados em um ponto central, fica muito mais simples observar a organização como um todo. E a segunda etapa visa justamente analisar essas informações. Nesse caso, o processo busca encontrar os padrões e também as exceções dentro do estudo. Vale lembrar ainda que há muitas variações dentro desse passo, que entram mais profundamente nos dados.

Visualização das informações

Nessa etapa, todos os dados já foram devidamente analisados, e agora são apresentados de forma clara e didática. São relatórios de BI completos, mas com uma visualização simples, com gráficos, painéis e mapas, o que facilita a sua compreensão.

Tomada de decisões

Com os insights em mãos, é possível tomar as decisões corretas, com estratégias devidamente baseadas nos dados colhidos. E tudo isso de forma rápida, em tempo real. A transformação desses insights em ação pode acontecer levando em consideração diversas metas estratégicas. Assim, os ajustes visam aprimorar os resultados da organização a curto, médio e longo prazo.

Afinal, através deles, a organização consegue eliminar as suas ineficiências, corrigir os problemas internos, e se adaptar às mudanças observadas dentro do mercado.

Com as ferramentas de autoatendimento, o usuário consegue responder as perguntas necessárias instantaneamente, e usar os dados para tomar suas decisões. Claro que os relatórios gerais são indispensáveis para uma organização completa, mas também há essas opções básicas e rápidas para responder questões urgentes.

Quais os benefícios do Business Intelligence?

De uma forma geral, um BI eficiente contribui diretamente para que as organizações e empresas encontrem respostas precisas sobre suas principais dúvidas. E a definição de estratégias corretas se torna muito mais eficaz.

Como observado, o business intelligence ajuda as empresas a tomarem decisões baseadas em dados históricos e também atuais. Através dos dados, é possível verificar quais são as tendências que o mercado possui, e se adaptar a esse novo formato.

Desde que sejam utilizados da forma correta, essas informações contribuem para todas as áreas das organizações. Tanto as vendas, recrutamento, etc. todas contam com benefícios gerados do BI. Assim, esses são apenas algumas das vantagens que essa análise consegue trazer para as empresas:

  1. Descobrir problemas – através das análises, é possível observar os erros presentes dentro das estratégias.
  2. Identificar maneiras de aumentar os lucros – a definição de novas estratégias, baseadas nas informações seguras, atua com uma forma eficiente para lucrar mais.
  3. Comparar dados em relação a concorrência – a análise de mercado é outro benefício que o BI oferece, facilitando a compreensão do cenário por completo.
  4. Acompanhar o desempenho – a análise acontece de forma frequente, o que permite verificar o andamento das estratégias.
  5. Otimizar diversas operações – com a verificação dos erros, a otimização dos pontos necessários também é um benefício que o BI oferece.
  6. Identificar quais são as tendências de mercado – assim como em relação à concorrência, a análise do cenário geral permite verificar as tendências futuras.
  7. Analisar qual é o comportamento dos clientes – esse é outro ponto indispensável dentro das estratégias empresariais, e que contribui diretamente para acompanhar e identificar as tendências.
Business intelligence – Tecnologia – Pixabay

Qual é o principal objetivo do Business Intelligence?

Observando o próprio funcionamento do BI, não é difícil entender qual é o seu principal objetivo. Isso porque trata-se de um sistema de análise de dados que visa apoiar as instituições na hora de escolher suas estratégias.

Ter uma compreensão clara sobre o funcionamento do mercado, dos concorrentes, e da própria empresa em si é algo fundamental na hora de escolher os melhores caminhos a se trilhar. Nesse caso, o BI atua com um suporte direto no armazenamento e gestão dessas informações.

Muitas empresas até geram uma enorme quantidade de dados úteis através de suas atividades. No entanto, não conseguem se aproveitar desse conteúdo para criar uma base sólida. Com o Business Intelligence, além do próprio aproveitamento desse arsenal, as organizações ainda conseguem receber tudo de forma dinâmica.

Não se trata simplesmente de uma análise bruta, mas sim de uma transformação radical da forma como os dados ficam dispostos. De um mero desperdício de conteúdo, eles surgem com gráficos visuais facilmente compreensíveis. A entrega dessa facilidade também faz parte do objetivo principal do BI.

Em outras palavras, essa ferramenta busca utilizar os dados das organizações para contribuir nos seus próprios processos. E isso envolve as melhorias atuais e também a compreensão de comportamentos futuros.

Quais as vantagens e desvantagens do Business intelligence?

Tendo em vista seu objetivo principal, o BI é realmente uma estratégia importante para aplicar nas organizações. Afinal, consegue entregar para as empresas resultados palpáveis.

No entanto, é preciso levar em consideração o custo-benefício dessa implementação, já que ela possui tanto pontos positivos quanto negativos, e que vale a pena analisar.

Vantagens do Business intelligence- BI

O Business intelligence é uma forma relevante de entender os comportamentos do mercado e se preparar para encarar o futuro dentro das organizações. Sem uma análise de dados correta, todas as decisões passam a ser tomadas a partir de bases inseguras.

Ter mais qualidade e profundidade nas interpretações das informações existentes gera resultados mais precisos. Nesse caso, o BI oferece diversas vantagens relacionadas a essa questão. Assim, as principais são:

  1. Mais segurança nas respostas;
  2. Definição de estratégias mais seguras;
  3. Apoio na tomada de decisões;
  4. Controle maior dos dados;
  5. Acesso preciso às informações geradas pelas organizações;
  6. Aproveitamento dos dados;
  7. Análise de tendência futuras;
  8. Solução mais efetiva dos erros;
  9. Ampliação dos resultados.

Desvantagens do Business intelligence – BI

Apesar de gerar resultados incríveis em relação às melhorias nas organização, o  Business Intelligence também oferece algumas desvantagens. Isso porque, é preciso observar a relação custo-benefício que ele oferece.

Sua forma de funcionamento mais complexa exige uma estrutura significativa, e uma automatização maior da empresa. Se uma organização atua de forma tradicional, e não tem uma base de registros de dados eficiente, a implementação do BI se torna algo mais trabalhoso.

As desvantagens estão ligadas a sua introdução dentro da empresa, mas após dar os passos iniciais, os pontos positivos se tornam muito mais atrativos. 

  • Investimento em hardwares e softwares – um dos primeiros pontos a se considerar é que será preciso investir nos equipamentos necessários para o armazenamento e análise dos dados. Nesse caso, computadores e aplicativos específicos do BI são indispensáveis, o que significa que as organizações devem fazer um bom investimento inicial nos recursos necessários.
  • Equipe de TI ou analista de BI – as empresas devem possuir profissionais capacitados para gerir essas informações. Claro que a maior parte do processo é o próprio sistema que realiza, mas isso não exclui a necessidade de uma equipe de TI gestora. Com o BI moderno, os usuários conseguem responder perguntas básicas de forma mais prática, restando as análises complexas para os profissionais.
  • Formação de banco de dados a base principal do Business Intelligence são justamente os dados. Por isso, as organizações devem ter informações para processar, já que é justamente daí que tudo tem início. Empresas pequenas e médias que não possuem esse fluxo de informações circulando, têm uma dificuldade maior para utilizar o sistema. Isso vale também para os dados externos, que é indispensável, mas deve gerar uma relação de custo benefício que beneficie a empresa.
Business intelligence – Crescimento – Pixabay

Quais os principais exemplos de Business Intelligence?

Agora que já foi possível observar as vantagens e desvantagens que o BI oferece, vale a pena conferir também alguns exemplos de destaque que a metodologia conseguiu ao longos dos anos.

Toyota

Um dos cases do BI de maior sucesso é justamente da montadora norte-americana, Toyota. Isso porque a empresa passava por um período bastante conturbado em relação a gestão dos seus dados.

Assim como as grandes organizações do mercado, a geração de dados em si não é um problema, a grande questão é o que exatamente fazer com eles. Nesse caso, essas informações estão acarretando em uma grande quantidade de relatórios, mas praticamente sem utilidade alguma.

Os dados não traziam benefícios palpáveis já que a Toyota não conseguia gerir os relatórios, e foi aí que entrou o Business Intelligence. A empresa contratou um especialista na área que aplicou novas ferramentas de automação e controle dos dados. Com isso, a montadora pode otimizar todo o seu processo de fabricação, reduzindo os custos, e também entendendo melhor seu próprio fluxo de trabalho. Através do BI, o ROI da empresa foi de incríveis 506%.

Seleção da Alemanha em 2014

Saindo um pouco do mundo empresarial, o Business Intelligence conta com bons exemplos também dentro do futebol. No ano dos 7 a 1, que a Seleção Brasileira levou na Copa do Mundo no Brasil, foi justamente a Alemanha quem conseguiu ganhar um enorme destaque.

Além de aplicar a goleada histórica sobre a amarelinha, os alemães levaram também o título daquele ano. E o BI também teve um papel importante nessa conquista.

Afinal, houve uma análise complexa dos jogadores, observando seu desempenho e analisando quem estava em melhores condições de jogo. A análise geral de rendimento foi quem formou a melhor equipe titular para disputar as partidas, o que fez a diferença no fim das contas.

FIAT

Outro exemplo importante em que o Business Intelligence teve um impacto direto, foi no lançamento do FIAT Uno 2011. Esse foi um dos carros de maior sucesso do ano, e teve uma ajudinha da análise do mercado e do BI.

Nesse caso, o objetivo da montadora era criar um veículo que conseguisse atender a demanda e anseios dos clientes. Na primeira etapa, ela colheu diversas informações nas redes sociais para criar uma base de dados segura.

Posteriormente, o BI entrou no processo de análise geral, comparando e segmentando os principais pontos necessários para criar um carro completo. E foi a partir dessa base que a FIAT lançou o Uno, um dos seus maiores sucessos de venda.

Qual o processo de Business Intelligence?

O BI evoluiu bastante com o decorrer dos anos, e começou a utilizar muitos mais processos em sua estruturação. Dentre eles, os principais são: 

  • Preparação das informações – antes de dar início a análise dos dados é preciso organizar as fontes com mais segurança.
  • Mineração dos dados – esse é o ponto base de onde parte o BI, com os demais processos envolvidos se baseando através desse passo. 
  • Análises descritivas dos dados – o processo busca observar os dados históricos, a fim de entender algo de positivo ou negativo que aconteceu.
  • Análises estatísticas dos dados – está relacionada com a própria análise descritiva, mas agora melhor estruturada através dos conceitos estatísticos.
  • Consultas – os dados possuem respostas claras sobre diversas questões empresariais. Por isso, basta consultar as informações necessárias.
  • Relatórios – essas são as conclusões geradas pela análise dos dados observados. São justamente eles que fornecem os resultados finais, servindo para que as organizações baseiem suas decisões.
  • Visualização das informações – o BI não entrega dados soltos, mas sim muito bem desenvolvidos e didáticos. E esse processo visa justamente transformar tudo em gráficos, tabelas, etc, permitindo a compreensão das informações.
  • Benchmarking – trata-se da comparação das métricas e dados de desempenho, com o objetivo de observar as diferenças entre as informações históricas e atuais. Dessa forma, dá para acompanhar adequadamente o cumprimento das metas.

Ação em conjunto da análise empresarial e de dados

As empresas possuem diversas questões para resolver, buscando ampliar seus horizontes, faturamento,parcela do mercado, etc. Por isso, fazer o acompanhamento das suas próprias informações e análises de suas metas contribui diretamente para a formação de estratégias mais certeiras.

São as próprias organizações que geram a grande maioria dos dados, baseados na execução de suas atividades ao longo do tempo. Então, quando devidamente processados, eles conseguem gerar as respostas necessárias.

Nesse sentido, dentro do business intelligence, a análise empresarial e a de dados atua de forma conjunta. Através dela, observando o que aconteceu nos períodos anteriores, é possível entender também os padrões que podem se repetir futuramente.

O ciclo de análise presente dentro dessa estrutura permite um aprimoramento cada vez maior da própria estrutura empresarial e do mercado em si. Não se trata de um acompanhamento linear, mas sim de uma constante observação e de ciclos de análises.

Qual é a diferença entre o BI moderno e o tradicional?

Como mencionado no começo do artigo, o Business Intelligence já existe, de certo modo, desde a década de 60. No entanto, há muitas diferenças entre os dois sistemas de análises. O que mais se alterou com o passar do tempo foi justamente uma questão de dar prioridade a perguntas urgentes. E outro fator que também se alterou foi a complexidade visual cada vez menor.

Então, se profundamente as análises cada vez mais conseguem atingir patamares maiores, a entrega dessas informações acontece de um modo bem mais didático.

O BI tradicional não oferecia uma forma tão prática de observação das respostas às perguntas, já que o próprio processo de análise era mais demorado. Fora isso, as ferramentas não priorizam as questões relevantes.

No fim das contas, a análise gerava resultados concretos, mas fora de um prazo rápido de uso. Atualmente, por outro lado, as ferramentas evoluíram bastante e os usuários conseguem responder suas dúvidas de forma rápida.

Embora os relatórios gerais ainda sigam a estrutura padrão, nada impede de que outras consultas paralelas aconteçam. Assim, sempre que alguma pergunta surgir, basta utilizar o Business Intelligence para encontrar uma resposta.

Essa velocidade entregou às organizações a possibilidade de utilizarem os dados de um modo muito mais efetivo. Afinal, as análises podem acontecer em tempo real, e guiar as tomadas de decisões com precisão.

O que é uma ferramenta de Business Intelligence?

A análise do BI acontece de forma sistemática, sendo preciso a utilização de plataformas e ferramentas específicas para essa função. Caso contrário, a catalogação dos dados aconteceria de forma lenta e ineficiente.

Fora isso, muitas delas são de autoatendimento, facilitando também a coleta dessas estatísticas por parte dos usuários. Como mencionado, há análises profundas, relacionadas ao todo.

No entanto, algumas perguntas específicas também conseguem obter uma resposta clara em pouco tempo. E são justamente essas questões que o usuário consegue responder através de um autoatendimento nas ferramentas.

A forma como as informações são apresentadas também facilitam a compreensão geral, já que elas são devidamente decodificadas e chegam como gráficos visuais claros. Muitas plataformas costumam apresentar também níveis diferentes de utilização, se encaixando em perfis variados de usuários.

A importância da visualização de dados

Como observado, entre as vantagens que o business intelligence oferece, a entrega das informações por meio da visualização dos dados é uma das principais. Assim, os relatórios gerados pelas ferramentas não são apenas de respostas brutas, mas sim muito bem detalhadas de forma visual, principalmente através de gráficos.

Nesse caso, essa questão está diretamente relacionada com a compreensão adequada desses resultados. Afinal, levando em consideração a facilidade que os humanos possuem para entender essas variações gráficas, a utilização desse modelo é muito mais positiva.

Mesmo através de um autoatendimento, as plataformas possibilitam que as informações agreguem de uma forma direta na construção das estratégias. E através delas, pode-se ainda formular novas questões e se buscar novas respostas.

Como surgiu o business intelligence?

Antes do surgimento do BI, as empresas não possuíam bases sólidas para guiar sua tomada de decisões. Por isso, a experiência contava bastante para tentar prever e entender como o mercado iria se comportar.

As estratégias se baseavam nas próprias percepções da organização, sendo mais um jogo de adivinhação do que escolha de caminhos sólidos. Assim, o business intelligence surgiu para tentar acabar com essa situação.

De uma forma simples seus primeiros passos aconteceram ainda nos anos 60, onde apesar de ser algo diferente do que é hoje, o entendimento geral era o mesmo. Desde os primórdios, o grande objetivo do sistema era utilizar os dados existentes para ajudar na escolha das estratégias.

Evolução do BI ao longo dos anos

As ferramentas utilizadas para isso eram bem diferentes, bem como também o processo em si. Mas havia muita similaridade em relação a essa meta principal.

Década de 60 – nesse período, as organizações tomaram ciência da grande importância que os dados possuíam. Nesse período, elas já possuíam acesso a informações preciosas através de suas atividades, mas ainda não as utilizavam.

Após os primeiros passos, surgiram os sistemas para gerenciar os bancos de dados em 1970, que contribuíram ainda mais para o controle do processo.

Década de 80 – foi nessa época que o BI começou a se tornar o que é atualmente, mesmo que de uma forma ainda rústica. Várias implementações aconteceram nessa época, como o surgimento do “Data Warehouse”, para armazenar dados detalhados de uma organização. Durante esses anos, a criação da internet também acelerou bastante o processo de evolução do BI.

Século XXI – a partir da virada do século, o business intelligence se tornou cada vez mais tecnológico, com planilhas eletrônicas, sistemas para gerar relatórios, etc. O próprio cruzamento de dados, comum atualmente, começou nesse período, ajudando a analisar melhor as tendências futuras dentro do mercado.

Com o avançar dos anos, as ferramentas conseguiram se modernizar, com plataformas de autoatendimento, dentre outras. O BI moderno tem como particularidade justamente essa capacidade de ser mais prático.

Expectativas para o futuro do BI

Acompanhando as evoluções das décadas anteriores, a tendência é que o business intelligence se torne cada vez mais completo. Uma questão que deve se ampliar é justamente a própria presença dentro do mercado.

Diminuindo os custos relacionados à implementação e manutenção, o BI poderá alcançar uma parcela mais significativa das organizações. Isso estará totalmente atrelado também com a própria facilidade de utilização das plataformas e ferramentas.

Além da própria análise das bases da empresa, os sistemas devem abranger também um entendimento maior da concorrência. Essa análise completa do mercado é fundamental, e deverá fazer parte dos processos futuros.

Business intelligence – Projeto – Pixabay

O que significa Business intelligence analyst?

O Business intelligence é todo o processo de análise dos dados em si, e para isso, ele oferece um sistema completo de armazenamento, leitura e até mesmo de interpretação dessas informações.

No entanto, como já mencionado, isso não retira a necessidade de uma pessoa ou equipe para gerenciar esse sistema. Afinal, embora o autoatendimento seja uma realidade, as análises profundas ensejam uma qualificação maior para tratar desses dados.

Nesse caso, é que surge o analista business intelligence, que é o profissional responsável por essa questão. Em muitos casos, seu papel se confunde com o do próprio sistema.

O que faz o profissional de business intelligence?

O analista de BI atua no gerenciamento dos dados, muitas vezes sendo até mesmo o próprio produtor dos insights. Claro que com a evolução do mercado, são os sistemas que possuem essa função mais automatizada, mas o profissional conta com uma importância crucial nesse controle.

Ele fará a análise desses resultados, conferindo se realmente os dados possuem a qualidade necessária. A vistoria e até mesmo a criação dos relatórios gerais também são papéis fundamentais do analista.

Outras tarefas são a alimentação dos bancos de dados e automação das documentações mais utilizadas dentro das empresas. São por meio de suas mãos que os gestores conseguem ter uma certeza maior em relação aos resultados.

Assim, conseguem criar estratégias pensadas para manobrar os problemas encontrados, com o apoio do próprio analista. Por isso, trata-se de uma carreira que exige uma qualificação técnica.

Qual a formação necessária para ser um analista de BI?

Trata-se de uma profissão técnica, que exige o domínio de diversos conceitos computacionais e tecnológicos. Fora isso, ainda é fundamental ter um entendimento sobre questões relacionadas à administração e tomada de decisões.

Assim, não se trata apenas de analisar, mas sim de oferecer soluções, saber planejar e compreender os dados de forma precisa para aplicar no mercado. Trata-se de uma combinação de qualidades que formam um profissional altamente capacitado.

No entanto, quanto à formação inicial em si, o mais comum é que os analistas possuam uma graduação ligada à própria informática em si. Essas são as mais comuns:

  • Análise de Sistemas;
  • Sistema da informação;
  • Computação;
  • Informática.

Muitos profissionais da área de Administração de Empresas também costumam seguir carreira dentro desse setor, sendo outra formação comum aos analistas de BI.

O melhor de tudo é que esse mercado, assim como outras profissões ligadas a TI, estão em grande evidência atualmente. Isso deve-se ao fato tanto dos fatores ligados à evolução da internet quanto das estratégias empresariais.

Por isso, as organizações cada vez mais entendem essa necessidade de possuir uma boa análise dos seus dados para trilhar um caminho mais seguro. 

Business intelligence e o salário

Os analistas possuem um mercado bastante ativo a sua espera, e assim com em outras profissões dentro do setor empresarial, possuem uma boa remuneração. Para se ter uma ideia, os salários médios de um profissional dessa área varia entre os R$ 3.600 aos  R$ 7.000.

Conclusão

O Business intelligence conta com um destaque fundamental dentro das organizações, sendo indispensável para a elaboração de estratégias precisas. Como foi possível observar, ele utiliza uma rede de dados sólidos para observar o andamento da empresa.

Esses dados, quando bem analisados, conseguem oferecer um demonstrativo claro de tudo o vem dando certo e das melhorias necessárias a se fazer. Fora isso, a previsão mais conclusiva de tendências que podem surgir no futuro são bem mais assertivas.

Afinal, diferentemente das metodologias anteriores ao seu surgimento, não se trata simplesmente de uma previsão baseada em intuições, mas sim em algo mais claro.

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