Google Analytics: o que é e como usar no marketing?

Google Analitycs: o que é e como usar no marketing?

O Google Analytics é uma ferramenta do Google criada com o objetivo de nos ajudar a entender o comportamento de quem visita o nosso site ou página de vendas. Basicamente, ele recolhe todo os dados e estatísticas de visitas e mostra o que está dando certo e o que está dando errado com as nossas campanhas de publicidade ou anúncios no Google Ads.

É uma ferramenta interessantíssima, especialmente para os empreendedores desse universo digital, já que ela é capaz de revelar, em tempo real, os verdadeiros interesses dos indivíduos quando eles chegam até o nosso site, página de vendas ou loja virtual.

O Google Analytics mostra a quantidade de visitantes (diários, semanais ou mensais) do seu site, quem voltou a ele, vistantes que só vieram uma única vez, de onde vêm as pessoas que chegaram lá, as campanhas de remarketing que estão dando certo, quais metas traçadas foram atingidas, como vai a sua loja virtual, entre inúmeras outras métricas.

Ademais, a ferramenta mostra quais horários, dias da semana e meses recebem o maior volume de clientes; mostra também a taxa de rejeição do seu site, para que assim você saiba o porquê de as pessoas passarem tão pouco tempo nele; além de informar de quais dispostivos eles estão vindo, quais os gêneros e idade, entre outras informações que o ajudarão a otimizar, de forma adequada, os investimentos para o seu negócio.

Como funciona e como instalar o Google Analytics?

Instalar a ferramenta é uma operação razoavelmente simples. Você só precisará criar uma conta no analytics.google.com, digitar o domínio do seu site, loja virtual ou página de vendas no local indicado, pegar o código de acompanhamento para instalar neles; e aí então apenas acompanhar, detidamente, as movimentações diárias, semanais e mensais que ocorrem.

Outras vantagens do Google Analytics dizem respeito à possibilidade de compartilhar com várias pessoas os relatórios exibidos pela ferramenta, utilizar uma mesma conta para administrar vários domínios diferentes, simplicidade na exibição das métricas apuradas, além de inúmeras outras facilidades que já atraíram milhões e milhões de pessoas ao redor do mundo para esse universo do Analytics.

Já com relação à instalação da ferramenta, você só precisará escolher um nome para  a sua conta e para o site que deseja analisar, o domínio ou URL desse mesmo site, aceitar os termos do Google Analytics e copiar e colar (no seu site, página de vendas ou loja virtual) o código-fonte que recebeu.

As principais métricas do Google Analytics

Tão importante quanto saber configurar corretamente o Google Analytics é conseguir entender as métricas que a ferramenta lhe oferece. É somente assim que você poderá saber o que exatamente lhe interessa nessa análise; o que realmente lhe interessa saber para a efetiva potencialização do seu negócio.

E as métricas que você precisará observar ao longo de um dia, mês ou semana são as seguintes:

1. Visitas

Essa é a métrica básica ou essencial do Google Analytics. Ela mostra o volume total de pessoas que acessaram o seu site ou loja virtual nos últimos 30 dias, além da quantidade de pessoas que estão acessando naquele momento.

Como uma recomendação para que você possa usufruir de todo o potencial da ferramenta, pedimos que você configure-a de forma a que ela possa exibir dados em períodos variáveis, como as visitas ao longo de um único dia ou durante a semana, basicamente.

2. Visitantes únicos

Também conhecido como “usuários”, essa métrica contabiliza a primeira visita de um indivíduo ao seu site ou loja virtual em um determinado período. Isso significa que ela desconsidera as outras visitas que ele fez, pois o objetivo aqui não é conhecer o número total de acessos, e sim o número de pessoas individuais que lhe visitaram.

Essa métrica é muito importante, pois mostra como anda a fidelização de um cliente pelo seu negócio – uma preocupação que todo e qualquer empreendedor precisa ter caso queira garantir o seu espaço – , o que acaba por sinalizar o que precisa ser melhorado caso essas fidelização por algum motivo não esteja ocorrendo a contento.

3. Taxa de Rejeição

Outra métrica entre as mais importantes, oferecida gratuitamente pelo Google Analytics, é a Taxa de Rejeição ou “Bounce Rate”. Ela exibe o número de indivíduos que acessaram o seu site ou loja virtual, mas saíram rapidamente, e só visitaram uma única página. 

Isso é importante pois mostra o que você precisa melhorar para tornar o ambiente do seu site mais agradável; e uma das maneiras de fazer isso é caprichar nas “chamadas para ação”, que fazem com que o visitante seja estimulado a passar para outras seções antes de sair.

4. Páginas por visita

Como o seu próprio nome diz, essa métrica exibe uma média da quantidade de páginas que os visitantes do seu site acessam durante um determinado período. 

É necessário ficar atento a isso, pois uma taxa de rejeição alta, e uma média de páginas visitadas muito baixa, são sinais de que alguma coisa não vai bem com o seu site ou loja virtual.

5. Duração média de cada sessão

A duração média da sessão exibe o tempo gasto por cada visitante em seu site, loja virtual ou página de vendas. Isso não depende, necessariamente, da quantidade de páginas acessadas por ele. Um texto longo, por exemplo, é capaz de captar suficientemente bem a atenção de um visitante; e essas e outras nuances também são observadas pelo Google Analytics durante a exibição dos dados e estatísticas.

Google Analytics: Uma excelente ferramenta de marketing

O Google Analytics, entre outras funções, pode ser utilizado como uma excelente ferramenta de marketing. 

Com ele você poderá, por exemplo, criar campanhas personalizadas ou por meio do Google Ads com o objetivo de enviar, de forma automática, uma enxurrada de dados e estatísticas relacionados ao tráfego do seu site ou página de vendas.

Por meio dessa ferramenta você poderá, também, reunir boa parte do seu tráfego em uma única campanha. Isso pode ser feito na forma de uma “campanha personalizada”, na qual você simplesmente coloca um código pessoal em um link que levará o visitante até o seu estabelecimento.

Dessa forma, você consegue utilizar o Google Analytics para realizar campanhas de e-mail marketing ou redes sociais, só precisando mesmo aproveitar o “Criador de URL” da ferramenta para criar links já com todas as informações da sua campanha disponíveis.

Nesse criador de URL você só terá que informar as fontes de tráfego, nome da campanha e redes sociais para elas; e pronto! Tenha em suas mãos um link para ser colocado, por exemplo, em sua loja virtual, e assim obter as mais variadas métricas e informações acerca do comportamento de cada visitante que navega pelo seu site.

Quais as principais vantagens do Google Analytics?

O fato de ser uma ferramenta do Google por si só já lhe confere uma incontestável autoridade. Afinal, a gigante dos buscadores é responsável por quase 90% de todas as buscas na internet; e nada melhor do que ter um potencial como esse atuando como o seu melhor parceiro, não é mesmo?

Porém, o Aanalytics possui outras vantagens, da mesma forma interessantes, como essas que veremos a seguir:

É grátis

Eis aqui uma ferramenta que faz cair por terra esse conceito de que tudo o que é de graça é ruim. 

Apesar de ser grátis, o aplicativo está em 1º lugar entre as ferramentas gratuitas mais utilizadas nesse segmento do marketing digital, justamente pelo fato de aproveitar-se de todo essa enxurrada de dados vindos diretamente do Google; e que, convenhamos, quando se trata de oferecer dados e estatísticas, é uma ferramenta incomparável nesse universo do empreendedorismo.

Fácil configuração

Mas de nada adianta ser de graça e ao mesmo tempo um emaranhado de informações e de configurações, não é mesmo? Pois bem, com o Google Analytics vocês estarão livres disso. A plataforma é de fácil instalação, não exige mais do que alguns minutos para que você crie uma conta e instale o seu domínio para receber o seu código de acompanhamento.

Capacidade de compartilhamento

Essa também é outra vantagem do Google Analytics. Ele permite que você crie até 25 contas, e em cada conta a possibilidade de inserir até 50 domínios, para dessa forma ser capaz de atender a um sem número de clientes, até mesmo como gestor de tráfego, sem o risco de deixar um ou outro deles na mão.

Interface amigável

E quem pensa que acabaram as vantagens e diferenciais do Google Analytics, espere só até ter contato com a interface da ferramenta. 

Informações claras, facilmente disponíveis, sem tantos botões que dificilmente utilizamos, entre outras facilidades, estão entre as principais características dessa que é, como dissemos, a principal ferramenta gratuita para análise de dados no marketing digital.

Grande quantidade de relatórios padronizados

Essa também é uma das vantagens dessa ferramenta. Com ela você poderá contar com até 100 relatórios padronizados, com formatos pré-definidos, e com tudo o que você precisa saber com relação ao tráfego de clientes em seu site, página de vendas ou loja virtual.

Esses relatórios praticamente esmiúçam o comportamento dos seus visitantes, além de fornecer insights importantes sobre o que fazer para melhorar o que não está dando certo e manter aquilo que está dando resultado.

Como diminuir a taxa de rejeição com o Google Analytics?

A Taxa de Rejeição, como dissemos, é o percentual de indivíduos que entram no seu site ou loja virtual e não interagem suficientemente bem com ele. E essa interação significa navegar por outras páginas; ela não tem a ver, necessariamente, com demorar-se muito em um único ambiente.

Mas, para isso, o Google Analytics também tem solução. Basta seguir algumas das principais recomendações dadas por especialistas. Como as que veremos a seguir:

Ouça o que as métricas têm a dizer

Para oferecer uma noção de o quanto o seu site ou loja virtual são atraentes para um usuário, e sobre como esse potencial de rejeição é analisado dentro de cada segmento, o Google Analytics desenvolveu alguns critérios que mostram quando você deve começar a preocupar-se com essas taxas, e até que ponto elas podem ser toleradas. Observe:

  • Sites para geração de leads – tolera-se entre 30 e 50% de taxa de rejeição;
  • Sites ou lojas virtuais de varejo – entre 20 e 40%;
  • Blogs – entre 70 e 98%;
  • Blogs ou sites de serviços – entre 20 e 40%;
  • Páginas Institucionais – entre 70 e 90%.

Portanto, certifique-se de que o seu site mantém-se dentro dessas faixas e, caso contrário, comece um plano para reverter esse quadro com a ajuda do Google Analytics.

Pense “fora da caixa”

Pensar fora da caixa significa enxergar tudo o que está para além dos números. Sabemos agora que o que o Google Analytics faz é apenas e tão somente observá-los, de forma fria, e por isso mesmo somente com bastante criatividade você poderá enxergar o que as métricas não são capazes de falar.

Observe, por exemplo, se essa taxa de rejeição está ligada à dificuldade de carregamento da sua página, realize pesquisas de satisfação para que o usuário conte sobre as suas dificuldades, utilize ferramentas que trabalham com mapas de calor para esquadrinhar cada canto do seu site, entre outras maneiras de utilizar-se de bastante criatividade na hora de investigar os pormenores do seu tráfego.

O que o seu cliente pode lhe dizer?

Para responder a essa pergunta, ferramentas como o yourviews, hotjar, trustvox, entre outras, devem entrar em ação como parceiros do Google Analytics. E o que eles fazem é permitir que os usuários deixem dúvidas, sugestões e comentários acerca  das suas dificuldades (ou expectativas) em navegar pelo seu site.

Com base nessas dúvidas, você já será capaz, inclusive, de criar um FAQ com as perguntas mais frequentes, e que estarão lá, disponíveis para todo e qualquer usuário que queira acessá-las. E assim, você passa a receber respostas daqueles que, sem dúvida, são os mais aptos a oferecê-las com qualidade: OS USUÁRIOS; e com isso utilizar o GA em toda a sua extensão e possibilidades.

Melhore a performance do seu site

Aqui estamos falando, essencialmente, de aumentar a velocidade do seu site ou loja virtual. Diversos estudos demonstram que 3 segundos é o limite máximo de tolerância do usuário para que um site carregue. Por isso, recomenda-se analisar, constantemente, a sua performance. E, para isso, ferramentas como o Google PageSpeed Insights, GT Metrix, Pindgom Tools, entre outras, surgem como grandes parceiros nesse desafio de oferecer a melhor experiência do mundo para o seu usuário.

O problema com os Pop Ups

Outra estratégia que pode lhe ajudar a diminuir bastante a taxa de rejeição do seu negócio é utilizar o Google Analytics para testar os pop-ups do site. Isso significa dizer que depois de testar se eles realmente estão funcionando, como se comportam diante de eventos, medir o CTR, entre outras variáveis, você ainda terá que observar se eles carregam de forma adequada. 

Para essa missão, você poderá utilizar as ferramentas citadas no item 4. Mas o melhor mesmo é analisar se você tem ou não necessidade deles. 

Um pop up nada mais é do que uma janela que se abre assim que o usuário realiza alguma ação, como entrar ou abandonar o seu site, por exemplo. 

Mas o problema é que todas essas interferências – essas insistências em forma de pop ups – acabam tornando a experiência do usuário bastante desagradável, o que, sem dúvida, por si só, será capaz de aumentar, de forma considerável, a taxa de rejeição da sua loja.

Como o Google Analytics lida com as suas fontes de tráfego?

As fontes de tráfego são as “minas de ouro” do Google Analytics. Essa é a sua maneira de saber de onde vêm os usuários que acessam o seu site, quais os canais geram mais visitas, quais talvez devam ser descartados, entre outras métricas que constituem-se como as principais fontes de análises de tráfego para quem utiliza essa ferramenta.  

Além disso, esse tipo de análise irá lhe mostrar o canal de tráfego ideal para cada objetivo. Se o seu objetivo for conversão, por exemplo, talvez você descubra que um determinado canal é mais eficiente. Mas se o que deseja mesmo é comunicar-se com quem está ainda no topo do funil, talvez outros sejam melhores.

Dessa forma, você vai, aos poucos, entendendo a relevância de cada fonte de tráfego (busca orgânica, vídeos, e-mail marketing, redes sociais, publicidade paga, etc.), e como esses canais podem contribuir, às suas maneiras, para presentear-lhe com uma enxurrada de clientes para o seu site.

As principais fontes de tráfego

Dentre as principais fontes de tráfego manipuladas pelo Google Analytics, podemos destacar:

Tráfego orgânico

O tráfego orgânico, ou organic search, é aquele em que os usuários utilizam os buscadores (como o Google) para encontrar o que procura. 

Ao digitar a palavra-chave “academia de ginástica”, por exemplo, você clica em um link que leva a um post ou produto que, possivelmente, estarão vinculados ao Google Analytics. E com isso, de imediato, a ferramenta irá acusar, em seu relatório, uma visita orgânica, com todas as características e peculiaridades observadas nesse tipo de fonte.

Mídias sociais

Uma outra importante fonte de tráfego analisada pelo Google Analytics é aquela que engloba as principais redes sociais do planeta. Facebook, Instagram, Youtube e Twitter são as principais delas. E toda vez que alguém acessa o seu site, loja virtual ou blog por meio de uma rede, o Analytics irá acusar, em seu relatório, uma visita via redes sociais.

Ao atentar para essa métrica, você irá saber qual rede lhe dá mais retorno, qual talvez deva ser descartada, onde investir mais dinheiro ou tempo, entre outras ações com o objetivo de extrair o máximo possível dessas fontes de tráfego das mídias sociais.

Email

Com o avanço da internet, e o aumento cada vez maior do número de canais de comunicação, chegou-se a acreditar que o e-mail estaria com os seus dias contados. Ledo engano! Ele continua mais forte do que nunca! E a prova disso é que o e-mail é hoje o 2º maior canal de comunicação para a divulgação de produtos, só perdendo mesmo para as redes sociais – que, aliás, possuem muito mais variedades.

Logo, realizar uma boa campanha de e-mail marketing, observar todas as pessoas que chegam ao seu site ou página de vendas por meio dele e comparar com as outras fontes de tráfego, é uma das missões de todo aquele que deseja obter sucesso nesse tão polêmico e disputado universo do empreendedorismo digital.

Visita direta

Mas as visitas diretas também são fontes de tráfego importantes para serem analisadas nos relatórios do Google Analytics. Essas visitas diretas (ou “direct”) ocorrem sempre que alguém simplesmente digita em um buscador a URL ou domínio do seu site, loja virtual ou página de vendas.

Ao digitar www.facebook.com, por exemplo, você irá cair diretamente na página do site, sem qualquer intermediação com um buscador ou rede social; e esse acesso deverá ser relatado pelo Google Analytics como uma fonte direta, da mesma forma analisada em todas as suas peculiaridades.

Fontes de referência

As fontes de referências são sites, blogs ou lojas virtuais que contêm um link que leva para o seu site, blog ou loja virtual. Essas fontes de referência costumam ser criadas quando você utiliza o importante expediente dos guest posts, ou mesmo quando o seu site é citado em um periódico digital, onde vai uma citação dele juntamente com um link que leva até lá.

Buscas pagas

Aqui o que temos é uma fonte de tráfego oriunda de anúncios pagos. Por meio do Facebook Ads, Youtube Ads, Google Ads, entre outras, você irá atrair uma enxurrada de visitantes, já que estas ferramentas lhe permitem realizar inúmeras estratégias de segmentação e otimização capazes de escalar uma campanha em questão de minutos.

Conclusão

Como vimos, lançar mão de estratégias como a do Google Analytics tornou-se inevitável em um universo que já se move quase que totalmente de maneira digital. E os grandes comandantes dessa embarcação resumem-se a uma meia dúzia, que estão à frente do Facebook, Google e Youtube, basicamente. 

Portanto, a dica é não perder tempo e aprimorar-se, ao máximo, nessa e em outras ferramentas criadas especialmente para torná-lo visível (ou encontrável) nesse verdadeiro “mar” de oferta e procura de produtos e serviços. E com isso evitar ser tragado por um monstro que costuma ser implacável em praticamente todos os segmentos de mercado: a competição.

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