A síntese é um gênero textual muito utilizado nos dias atuais e que conta com aplicações diversas dentro do mundo educacional e profissional. Seu objetivo é realmente trazer a essência de algo, através de um resumo curto e direto.

Para entender seu funcionamento, porém, é preciso levar em consideração outros fatores, como suas variações, modos de aplicação, etc. Então, se você quer saber o que é e como fazer uma síntese, confira o que a Visão Confiável preparou!

O que seria uma síntese?

A síntese pode ser entendida como um gênero textual, voltado para sintetizar algo, ou seja, captar apenas a essência de um texto-base. Assim, trata-se de um tipo de resumo, mas que contempla todas as principais ideias do objeto de estudo.

No entanto, a síntese não se limita a textos escritos em si, isso porque é possível sintetizar conteúdos diversos, como filmes, séries, gráficos, tabelas, imagens, quadros, etc.

Outro ponto importante, é que embora possa parecer um resumo, a síntese é muito mais profunda. Ela pressupõe uma análise detalhada desse texto-base, com uma compreensão clara do que o conteúdo original quer passar. Desse modo, ela consegue captar os pontos fundamentais, descrevendo de forma corrida esses elementos.

Por isso, sua linguagem deve sempre ser impessoal e objetiva, sem a presença de elementos de outras temáticas ou opiniões de cunho pessoal. Não pode acontecer também a transcrição direta do texto, já que o objetivo é sintetizar o que está na versão original.

Síntese de um texto

Quando se trata de um texto, por exemplo, acontece realmente um resumo geral da obra, com os detalhes mais relevantes demonstrados. Assim, ao ler essa essência, é possível também entender a mensagem principal do que está escrito na versão original, devido a clareza das informações.

Por isso, a síntese deve ser sempre menor do que o texto-base, já que tem esse objetivo de resumir o conteúdo. No entanto, não se trata apenas de elencar os tópicos principais, mas sim escrever em um texto corrido essa essência.

Síntese – texto – Pixabay

Aprendendo a estruturar uma síntese

Quanto a sua estrutura, a síntese é oferece certa flexibilidade, e não segue exatamente a forma do texto-base. Mesmo assim, isso não significa que ela não apresente uma forma correta de se desenvolver. As sínteses apresentam uma divisão do seu texto, contando com a introdução, o desenvolvimento e a conclusão das ideias. 

A parte da introdução objetiva apresentar o tema que será sintetizado, com o assunto abordado. Há também as referências à obra, como a temática principal e ao próprio autor que criou o texto original.

Durante o desenvolvimento, por outro lado, é a hora realmente de apresentar as sínteses do conteúdo. Aqui, tudo vai depender de qual é o real objetivo do resumo, desenvolvendo a síntese de acordo com essa intenção. 

na conclusão, há o encerramento de todas as discussões feitas durante o texto sintetizado. A intenção é de realmente finalizar o resumo do tema abordado, acrescentando também considerações sobre a obra original, sempre de forma impessoal.

Como se faz uma síntese?

Para sintetizar algo, ou seja, escrever a essência de um texto-base, é fundamental que se tenha uma compreensão do conteúdo. Por isso, a síntese está estreitamente ligada também ao processo de leitura, sendo preciso realmente captar tudo o que o tema retrata.

Para ser mais preciso, é necessário buscar entender além do que está escrito em si, mas também os elementos de estruturação, referência, contextualização, etc. O primeiro passo, dessa forma, é estudar o conteúdo, compreendê-lo e só depois retirar o que é essencial.

Todos os elementos desnecessários não devem fazer parte da sintetização, já que o tamanho também é um ponto muito importante. Portanto, para fazer uma síntese, alguns passos indispensáveis são:

Ler com atenção

Reiterando o principal ponto de como fazer uma síntese, a leitura atenciosa do texto-base é o primeiro passo a se dar. Através dela, é possível entender profundamente o que a obra quer dizer. O ideal é que não seja uma leitura única, já que muitos detalhes podem passar despercebidos ao se ler apenas uma vez.

Não há um número exato de vezes que é preciso ler o texto original, mas é necessário que se chegue a uma compreensão plena. Pesquisas relacionadas sobre algum ponto que não foi possível entender, também são válidas.

Estruturar o texto

Como já mencionado, apesar de ser mais flexível, a síntese também conta com uma estruturação correta. Assim, é importante seguir essa forma de organizar, desenvolvendo um texto com início, meio e fim.

A introdução, o desenvolvimento e a conclusão possuem papéis específicos dentro da síntese, sendo preciso sempre inserir os elementos dentro de cada uma dessas partes.

Desse modo, o resultado final alcançado será mais eficiente, com a presença das informações cruciais a serem abordadas. Um modelo muito livre ou sem ordem atrapalha a compreensão do próprio leitor futuro.

Conectar todas as ideias

Tão importante quanto estruturar a síntese é também conectar da forma correta as ideias. A criação de um texto coerente e coeso, com as ligações entre cada elemento, frase, parágrafo, confere um sentido completo ao resumo.

A falta das conexões adequadas também irá gerar um resultado ineficiente, interferindo a compreensão por parte da pessoa que lerá o conteúdo. Assim, leva-se em consideração tanto a ligação estrutural, por meio de palavras conectivas (portanto; assim; consequentemente; etc), quanto a ligação de ideias, deixando o texto fluido e fácil de acompanhar e entender.

Ser fiel ao que o texto-base apresenta

Outro ponto importante na hora de fazer uma síntese é retratar o que realmente o texto-base apresenta. Assim, não cabe inventar nada ou introduzir teses que não fazem parte do conteúdo original.

É preciso ler atentamente, compreender o que a obra quer dizer e sintetizar esses pontos essenciais, e não interpretar e dar um ponto de vista próprio sobre o que provavelmente possa se tratar a obra.

Claro que há variações diferentes de sínteses, o que pode levar a existência de elementos críticos-argumentativos. Mesmo assim, em linhas gerais, a essência original da obra deve se manter intacta, sem uma alteração ou distorção do que o texto-base fala.

Síntese exemplo

Para entender melhor o que é exatamente uma síntese, confira um exemplo simples que trata sobre o anime Naruto, um dos mais populares de todo o mundo. Esse é apenas um pequeno trecho, que traz uma essência geral sobre a obra.

“Naruto é um mangá/anime de origem japonesa, escrito por Masashi Kishimoto, e que surgiu ainda no ano de 1999. Ele conta a história do ninja Naruto Uzumaki, que sofre bastante preconceito em sua vila (Folha), por ter uma besta selada em seu corpo: a raposa de nove caudas. Por isso, seu grande sonho é ganhar o reconhecimento de todos ao seu redor, tornando-se hokage, que é o líder da aldeia…”

Como é possível observar, a síntese não traz interpretações ou opiniões sobre o tema original. É uma análise profunda sobre a essência da obra, trazendo os pontos chave, e permitindo uma compreensão clara do que se trata o texto-base.

No caso de Naruto em específico, esse é ainda um exemplo de uma síntese que não trabalha com um texto escrito convencional. Afinal, esse é um anime, sendo preciso assistir os episódios ou fazer a leitura do mangá, que são similares a histórias em quadrinhos.

Pensamentos ou interpretações próprias, principalmente quanto alimentadas por um lado mais emocional, não entram nesse tipo de resumo. Trata-se de uma descrição fiel ao que aparece na obra observada.

Síntese – resumo – Pixabay

Qual é a diferença entre síntese e resumo?

Tão importante quanto entender o que é a síntese em si, é também saber diferenciar esse gênero de outros similares. Nesse caso, outro gênero textual que as pessoas sempre confundem com a sintetização é o próprio resumo. Mas afinal, existe alguma diferença entre eles?

Como mencionado, a síntese é um tipo de resumo, mas isso não significa que eles são a mesma coisa. Na verdade, ao se aprofundar mais sobre esses conceitos, é possível encontrar diferenças significativas, tanto na finalidade, forma, e modo de estruturação.

A síntese, de uma forma geral, busca reunir os pontos principais de um texto e conta com a característica de ser impessoal. O objetivo é realmente trazer a essência da obra original, sem acrescentar opiniões ou algo similar.

Já o resumo, por outro lado, objetiva tornar uma obra original em algo menor. Assim, ele se torna uma opção de leitura para quem não quer dedicar tanto tempo para entender o texto-base. Ele tende a ser também muito mais informativo, e costuma seguir uma estrutura similar ao original.

Outra diferença é que o resumo conta com utilizações apenas em textos verbais, já que serve para realmente resumir as ideias. A síntese, por outro lado, não possui essa limitação, e pode ser aplicada a imagens, gráficos, etc.

Como resultado, o resumo, embora seja menor que o texto-base, não é tão pequeno assim. E a síntese, por reunir apenas a essência, é bem mais curta, permitindo um entendimento claro, direto e rápido do conteúdo.

Portanto, enquanto as sínteses são um tipo de resumo, nem todo resumo se configura como sínteses, já que apresentam estruturações e até mesmo finalidades distintas.

Principais tipos de síntese

Mais uma questão relevante sobre o assunto é que a síntese possui variações importantes. Por isso, é possível encontrar diferentes tipos de sintetizações. As principais, nesse caso, são a crítica, explicativa e argumentativa.

Crítica

O objetivo da síntese crítica é justamente discutir as informações e ideias do texto original. Para isso, pode utilizar, caso necessário, um embasamento em outras fontes, fundamentando a análise.

Argumentativa

Essa variação apresenta também uma tese em relação ao texto-base, sempre buscando organizar as informações de maneira lógica. Assim, há a entrega também de um ponto de vista, mas apresentado sem que seja preciso deixar de lado a linguagem impessoal.

Explicativa

Aqui, não há pontos de vista, mas sim explicações claras sobre o que trata o texto-base. O objetivo é facilitar o entendimento por parte do leitor, principalmente quando o assunto é mais complexo.

Dicas extras para fazer uma síntese perfeita

Como já observado, o processo de construção de uma síntese leva em consideração a leitura e compreensão da obra original; estruturação do texto; conexão entre as ideias; e a manutenção da fidelidade ao que o tema original trata.

No entanto, há também outras técnicas relevantes para ajudar na hora de fazer uma síntese perfeita, e de forma muito mais simples. Com os métodos corretos, dá para facilitar bastante esse processo. Confira!

Destacar o texto original

Quando a síntese for de uma obra escrita, uma dica importante é simplesmente destacar os pontos chave durante a leitura. Assim, basta sublinhar ou marcar realmente as informações que forem relevantes.

Como a leitura do material deve acontecer mais de uma vez, para uma compreensão profunda, vale a pena utilizar esse método apenas na segunda leitura. Isso porque já será possível ter uma noção mais ampla do que tem mais destaque.

Síntese – marcador – Pixabay

Criar anotações próprias

Outro método que também ajuda bastante a sintetizar os materiais, é fazer anotações enquanto a leitura está sendo feita. Dependendo do material, elas podem acontecer, por exemplo, ao fim de cada parágrafo, com resumos, ou destaques das palavras principais.

Analisar os esboços da síntese

Para conseguir alcançar um resultado eficiente, é importante buscar analisar também os esboços criados das sínteses. Isso a ajuda a refletir se ela possui os detalhes fundamentais da obra. O correto é criar a síntese, esperar um tempinho e depois fazer uma nova leitura, verificando se há algo que precisa ser melhorado.

Conclusão

A síntese consegue resumir de forma clara diversos tipos de materiais, e não somente textos verbais. E isso torna a compreensão de uma obra original muito mais simples, já que ela traz realmente apenas os pontos importantes. Como observado, essa é justamente uma questão que a difere de um resumo padrão, sendo mais curta e direta. 

Consegui entender o que é uma síntese? Então deixe seu comentário aqui embaixo!

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