Há alguns anos, o UX Writing começou a aparecer na comunidade de profissionais de design. O que levanta algumas questões visto que o nome remete à escrita. Em partes, tem a ver com escrita, mas não somente isso: a escrita em desenho, a escrita estratégica em uma página ou imagem que pode determinar um pouco mais sobre a experiência do usuário.

O UX Writing se trata de saber como o leitor ou persona pensa e interage com um texto: envolve técnicas aprofundadas e que não são um padrão. Ou seja, um grupo pode se sentir mais à vontade com textos longos enquanto outros preferem textos mais curtos.

Daiane de Souza, redatora Sênior e chefe da Visão Confiável, argumenta: “Nós administramos o Rabisco da História, é um site de história e de ciências humanas. O público prefere conteúdos mais densos com cerca de 3 a 4 linhas. No entanto, a Visão já teve que escrever para clientes que preferiam a linguagem mais objetiva, cada parágrafo tinha que ter menos de duas linhas porque o público era muito diferente!”

“Existem alguns sites que determinam regras de como fazer um texto otimizado para o persona. Se basear em eles pode ser um equívoco porque não existe um padrão. Já li sites pedindo para escrever frases custas com parágrafos de até duas linhas. Mas, já fizemos pesquisas de mercado e não era assim. Já interrogamos internautas, pessoas reais que liam os artigos, e vimos que não era assim. Não existe um padrão, e é por isso que o marketing de conteúdo é tão complexo…”, complementa.

O que é UX Writing? Como surgiu o UX writing?

O UX Writer sempre existiu, mas estava um pouco apagado antes do século XXI com a ascensão do marketing de conteúdo: ele é o responsável por adequar a linguagem do cliente e da marca em todas as interfaces em que o persona se encontra, está no e-mail, no aplicativo, no blog, na página de vendas.

O que faz um UX Writer?

Um UX Writer não trabalha somente com a escrita de um conteúdo como também precisa cuidar do planejamento, pesquisa de palavras chaves que sejam relevantes, estrutura do blog (como realizar linkagens e caminho que o persona corre até chegar ao fundo do funil), formas de deixar as CTAs mais atrativas e, inclusive, onde as colocar – uma CTA não precisa estar somente no final do artigo e muitas vezes pode estar no topo de um texto.

Enfim, tudo pode variar do cliente, do tipo de estratégia e dos objetivos. Por isso, novamente vale salientar que não existem regras que devem ser seguidas: antes de tomar qualquer decisão, ouvir e entender como pensa o público é essencial. É então que entra novamente a importância de pedir para que os clientes, leitores e usuários em geral enviem feedbacks.

Como ser UX writing?

O UX Writing está entre as tendências do futuro para o marketing digital: com ele, as empresas conseguem captar mais clientes e trazer quem estava de fora para dentro apenas com conteúdo. É assim que, durante o século XXI, uma marca pode se tornar relevante. E, para quem está pensando em começar, existem algumas dicas que a Visão Confiável separou. Por fim, evite começar dois parágrafos seguidos com a mesma palavra.

1. Linguagem coerente e não repetitiva

Os sinônimos existem justamente com o objetivo de não deixar um texto muito repetitivo. Por exemplo, em vez de usar sempre o MAS para contradizer uma ideia, pode-se usar termos como o ENTRETANTO, NO ENTANTO, CONTUDO. O mesmo serve para outras palavras. Repetição e trechos confusos podem tornar a leitura cansativa e, deste modo, acabam atrapalhando diretamente o UX, que se trata da experiência do usuário.

2. Pesquisas de relevância deixam o conteúdo mais preciso, e precioso

Realizar pesquisas de relevância fazem com que o conteúdo se torne mais preciso e que tenha mais relevância perante o usuário. Outra dica é citar o nome de profissionais com renome na área para mostrar que o artigo está se baseando em algo, que tem raízes mais fortes e base para expor. Sem contar que na maioria das vezes um leitor procura um artigo evergreen apenas para comprovar suas ideias, para ter certeza de algo. Um artigo vazio, que não traga dados e pesquisas, na maioria das vezes é como algo vazio.

  • Conteúdos vazios atrapalham a experiência de usuário porque fazem com que o domínio não seja considerado relevante.
  • Se o leitor não vê o domínio como relevante, tende a não clicar nele.
  • Como consequência, as taxas de clique começam a cair.
  • Isso também vale para os conteúdos que são plagiados: muitas vezes o leitor pode ter lido o mesmo artigo em outro lugar e isso prejudica a marca da empresa, sem contar que o Google pode penalizar no rankeamento.
Citar autoridades é uma forma de deixar o conteúdo mais relevante. Fonte: Visão Confiável.

3. Crie um guia para seguir a linguagem de pesonas específicos

Muitas empresas escrevem usando a linguagem neutra enquanto outros preferem que palavras como PARA sejam alteradas para PRA e assim facilitam na escanelbilidade. Com tantas regras diferentes, muitas vezes é necessário criar uma planilha com quais são elas para que sejam seguidas à risca e não cometa erros sobre a forma de se comunicar com o persona.

  • É importante deixar claro qual é o tom de voz da empresa.
  • Padronize esse tom de voz em conteúdos, e-mail, notificações e mensagens.
Algumas marcas procuram ter mais objetividade na forma de escrever os artigos para que seja uma leitura mais fluída. Isso está no manual da marca e deve ser seguido pelo UX Writer. Fonte: Texto do Descomplica.

Quanto ganha um UX writing?

De acordo com pesquisas que foram levantadas pela Glassdoor, um profissional que atua como UX Writer pode chegar a ganhar na faixa de R$ 4.120,00. Contudo, vale salientar que isso varia de acordo com a marca, região, necessidade e até mesmo contrato de trabalho – quem atua como pessoa jurídica (PJ) costuma receber mais que um CLT para compensar o fato de não receber benefícios como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e o INSS.

Em algumas agências maiores, quem trabalha como PJ pode chegar a ganhar cerca de R$ 8 mil por mês. Mas, para que isso seja possível, é necessário contar com um portfólio extenso e que tenha bons cases.

Exemplos de UX Writing

Em uma pesquisa publicada pela Visão Confiável, questionamos aos leitores se eles preferiam artigos com o link interno linkado diretamente na palavra chave ou se preferiam encontrar tags com LEIA MAIS. Veja, abaixo, um exemplo de cada um dos dois casos:

De acordo com os dados que foram fornecidos pelos clientes, cerca de 70% deles preferem a primeira alternativa, quando existe um link em cima de alguma palavra chave relevante e que possa auxiliar na compreensão do texto. Apenas 30% deles preferiam encontrar a tag de LEIA MAIS como acontece no segundo caso.

Cerca de 70% dos usuários preferem que o Link esteja sobre a palavra chave. Se isso é colocado em prática pelo UX Writer, tem chances maiores de aumentar o número de clientes. Fonte: Visão Confiável.

Isso é entender um pouco mais sobre o que é experiência de usuário na escrita: não houve apenas questão de escrever um bom texto, tem relação com a forma que o redator linka os conteúdos, como faz com que o leitor interaja com o texto e até mesmo onde estão os botões para compartilhar.

Até mesmo o link em que está o artigo pode influenciar na experiência de usuário e interferir nas faixas de clique. É mais fácil clicar em um artigo com o URL + palavra chave que em um artigo que tenha a URL + número aleatório que sequer dizer sobre o que se trata o link. Um exemplo da primeira alternativa: https://visaoconfiavel.com/analista-de-seo-o-que-faz/. Veja, agora, um exemplo da segunda alternativa: https://visaoconfiavel.com/8583904.

Tamanho do texto

No portal Rabisco da História, os textos são escritos de forma mais densa, com cerca de 4 linhas em cada parágrafo. Os redatores recebem a recomendação de usar uma linguagem mais formal, sem gírias ou comparações. O oposto é encontrado em portais como o Descomplica, que escrevem frases de um ou dois parágrafos. Por que isso acontece? Porque são públicos diferentes.

Um, prefere textos mais densos porque o leitor é mais acostumado com notícias e artigos científicos. Já em relação ao seguro, são jovens em momento de entrar na Universidade, que gostam de linguagens mais objetivas e práticas: que não se demoram tanto na leitura e que em alguns casos não gostam de ler – mas que estão em busca de dicas para vestibular e Enem, Exame Nacional do Ensino Médio.

Como praticar o UX Writing na prática? Veja dicas estratégicas

Existem algumas práticas que podem ser colocadas no dia a dia do profissional que está tentando se especializar para trabalhar como UX Writer, são elas:

  1. Use informações relevantes no decorrer do texto, que tenham relação com o dia a dia de quem está lendo. Uma dica para otimizar o conteúdo é adicionar links de pesquisas de grandes institutos ou agências para comprovar a sua tese.
  2. Evite usar grandes pedaços de textos, nem mesmo os leitores que preferem parágrafos mais densos gostam de ler parágrafos com 15 ou 20 linhas. O ideal é fazer uma pesquisa de mercado para entender o que o público prefere, ainda mais quando se trata de SEO.
  3. Prefira usar os verbos que estejam voltados para o presente em vez do passado. Isso faz com que cause mais gatilhos no leitor que está buscando uma solução para um problema atual.
  4. Apesar de não serem recomendadas na maioria das vezes, dependendo do público com quem se está tentando conversar, o uso de gírias pode ser uma boa alternativa. No entanto, é mais que necessário tomar todos os cuidados.
  5. Uma dica, para quem escreve para blog, é sempre fazer listas de pontos que sejam importantes. Isso faz com que o leitor consiga memorizar ainda melhor a informação que está “digerindo”. Além disso, está entre os princípios de elegibilidade.
  6. Use uma linguagem que seja utilizada pela marca e se atente aos pequenos detalhes. Por exemplo, tem marcas como o Descomplica, que falam com o público jovem, que preferem o uso de PRA em vez de PARA.
  7. O uso de datas no decorrer dos textos fazem com que eles deixem de se tornar evergreen e, em partes, fiquem semelhantes a notícias – dando a entender que o conteúdo está desatualizado.
  8. Apresente dados que sejam de referência e, quando não os tiver, não coloque qualquer fonte para pesquisa que pode fazer com que o leitor comece a desconfiar do conteúdo que é publicado pela marca.
  9. Leia o texto para ter certeza que tem coerência e que os outros conseguirão entender o que está sendo expressado.
  10. Outra dica é adicionar gráficos ou imagens para deixar leituras muito densas mais leves. Essa dica acaba sendo ótima para conteúdos de arquitetura ou moda.

Conclusões

Neste artigo, abordamos um pouco mais sobre o que é o UX Writing e como pode ser colocado em prática para trazer sucesso ao marketing de conteúdo. Ele não se trata apenas de escrever – neste caso, o profissional poderia se chamar de redator. Trata-se de coisas que estão muito além: é necessário entender a trajetória do cliente, como ele pensa, o que faz dentro do site, como criar formas de fazer com que ele interaja mais e que tenha relação com o conteúdo.

Outro ponto que tem relação com o UX é sobre a forma como se escreve: alguns públicos preferem parágrafos maiores, outros, menores. Alguns, gostam de uma linguagem mais densa, enquanto outros preferem algo mais objetivo. Por isso, é mais que essencial realizar uma pesquisa de mercado e de concorrentes.

O salário de um profissional que está no ramo pode variar bastante, inclusive de uma pessoa jurídica para um CLT que tem a carteira assinada e recebe benefícios como o INSS. Em suma, vai de R$ 4 mil até R$ 8 mil em grandes agências.

E então, o que achou deste conteúdo? Caso tenha mais alguma dúvida, pode entrar em contato com a Visão Confiável. E, se estiver procurando um UX Writer para o seu site constitucional ou loja, está no lugar certo. Portanto, venha conhecer mais sobre os nossos serviços!

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